I love party but I hate Carnival

E é feriado no Brasil e o que mais se fala por aí é Carnaval. Quem me conhece sabe que não curto nadinha o tema, a não ser por alguns dias de folga que, ao meu ver, poderiam ser menos, e quem é PJ (pessoa jurídica) entende. Tem até lema que diz que “o ano no Brasil só começa depois do carnaval!”. Ah é? As minhas contas não começam só depois do carnaval e por isso minha gente, tem que trabalhar, ralar pra poder se manter e pagar tanto imposto, certo? Tudo errado, mas vambora que parar não adianta. rs

Mas até ter folga, pra mim não é tanto a pior parte. Não vou ficar divagando muito, mas ficam aí alguns vídeos, pensamentos e textos que expressam um pouco dos porquês de eu achar tão improdutivo o tal do carnaval brasileiro, e, por favor, nem adianta me dizer que “a indústria do Carnaval sustenta milhares de famílias”. Bicheiros, cervejeiros, claro. Ok, sei que tem muita gente honesta e de boa índole envolvida, os simples que trabalham duro pra fazer a party toda acontecer. Mas acredito mais ainda que estas mesmas famílias poderiam estar investindo em setores mais úteis às suas próprias vidas e à sociedade, usando da arte que dominam para finalidade não tão efêmera, depreciativa e apelativa assim.

Ah, e pra quem acha que não dá pra ter algo mais bonito, civilizado, sem baixaria e tanta violência, vale buscar conhecer um pouco das paradas por aí, como St. Patrick’s Day e outras. Festa, animação? Sim, mas não comércio sexual descarado como o que temos por aqui. E ainda querem que eu tenha orgulho. Disso e de outros espetáculos do pão e circo, não vou ter nunca mesmo.

E pra quem acha que “todo mundo tem um lado devassa”, não; não tem não. Nem vem com mantra comercial pra cima da gente, que não é todo mundo que engole não.

Aproveitem o restinho do feriado e façam deste um carnaval diferente =)

“Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em
prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de
acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no
exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda;
valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano
do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período….

Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que
afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a
renda familiar, os empregos, e até mesmo presidente que roubou nossa
poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval
certamente me matariam.

Mesmo sabendo o risco que corro,
aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do
carnaval do que viver no carnaval desse pais.”

Danilo Gentili


“O Carnaval: quatro dias loucos, os quais deveriam ser evitados pelo turista. Durante esses quatro dias não existe mais nada no Rio de Janeiro. Os hotéis mesmo que tenham sido reservados com antecedência de um ano, não se preocupam em afirmar, com desprezo que não possuem mais o lugar reservado. As tarifas não valem mais. A coreografia é perfeita. Porém, é muito cansativo e são muitos os riscos. É como ir para a guerra. Acontece de tudo, cada ano tem centena de mortos, milhares de casos de violência, furtos, facadas, intoxicações derivantes do álcool. Os hospitais lotam, a polícia quase sempre presente, desaparece”

O carnaval também é associado à liberação sexual, nestes dias se esquece todos os demais problemas existentes no país, são quatro dias de total loucura, para o estrangeiro: 96 horas de total frenesi.

A cobertura dada pela imprensa falada e escrita a este evento revelam um Brasil exótico e erótico, já que se preocupa em mostrar a sensualidade e a luxúria para obter maior audiência, assim como fazem jornais e revistas com fotos e reportagens à respeito do Carnaval. Assim a sensualidade, a música, a dança e os mais íntimos desejos se realizam durante o carnaval e no Brasil, sobretudo na cidade do Rio de Janeiro, maior cartão postal do país, a imagem de um paraíso onde tudo é permitido é a que se sobressai.”

Excerto extraído do portal Revista Turismo, sobre a Imagem do Brasil no exterior.

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